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O CAMINHO DE EMAÚS

LUCAS 24:13-35

 

 

A história dos dois discípulos a caminho de Emaús é uma das últimas narrativas do evangelho de Lucas. Marcos fala sobre eles de forma abreviada em apenas 2 versículos (Marcos 16:12,13). A palavra Emaús vem da expressão hebraica Hammat, que significa “fonte de águas quentes”, e era um povoado que ficava à 11 km de Jerusalém de onde eles saíram.

O contexto da história todos nós sabemos, Jesus havia sido crucificado na sexta-feira e já havia se passado 3 dias desde sua morte. Ele então ressuscita, e se encontra com aqueles dois homens que estavam conversando enquanto caminhavam. Jesus então os questiona sobre o que estavam discutindo e percebe que eles estavam tristes e decepcionados. Ao analisar o texto de forma detalhada encontramos as 5 razões da decepção e tristeza daqueles dois homens, e é sobre isso que iremos falar:

 

ESTAVAM NO CAMINHO ERRADO

A primeira coisa que nos chama a atenção aqui é que eles estavam indo para Emaús, sendo que deveriam permanecer em Jerusalém. Jesus confirma isso no verso 49 do capítulo 24 de Lucas após se reencontrar com eles e com os 11. Vimos acima que Emaús significa “fonte de águas quentes”. Jerusalém significa “lugar de paz”. Sabe o que isso significa? Eles estavam trocando Jesus que é a verdadeira fonte de água viva (João 4:13,14) por outra fonte. Eles estavam saindo do lugar de paz porque não creram na promessa de que Jesus ressuscitaria.

Nós muitas vezes agimos da mesma forma. Estamos tão próximos do caminho certo, mas não estamos no caminho certo. Abandonamos o lugar onde deveríamos aguardar o cumprimento da promessa e trilhamos outro caminho simplesmente porque não cremos.

 

ELES NÃO CONHECIAM JESUS

Eles andaram com Jesus por pelo menos 3 anos, viram Ele ressuscitar mortos, dar vista à cegos, fazer paralíticos andar, perdoar pecados, realizar todo tipo e sinal e maravilhas, viram Ele pregar sermões maravilhosos! Mas não reconheceram Jesus. E sabe porquê? Eles ainda não tinham tido uma experiência verdadeira com Jesus. A incredulidade impediu que eles O reconhecessem. Estavam tristes (v.17). Eles viam Jesus como profeta, mas não como Messias (v.19)!

Muitos se encontram exatamente nessa situação. Conhecem Jesus apenas de ouvir falar ou até já presenciaram Ele realizar cura e sinais na vida de outros, mas não tiveram uma experiência pessoal com Jesus. Ainda estão incrédulos. Estão tristes. Ainda não veem Jesus como Ele realmente é, como Senhor e Salvador, ou seja, ainda não O conhecem.

 

ELES NÃO SE CONHECIAM

Ao responder o questionamento de Jesus, sobre o que estavam conversando, eles demonstram que além de não O conhecerem, também não se conheciam. Disseram que os chefes dos sacerdotes e as autoridades O crucificaram. Ainda não tinham entendido que Jesus morreu pelos pecados deles e de toda humanidade. João Calvino disse certa vez o seguinte: “Nossa dignidade está no reconhecimento de nossa indignidade”.

Muitas vezes nosso maior erro é não se conhecer realmente como nós somos. Nós somos pecadores, falhos e não temos nenhum mérito em nós mesmos. A única coisa que nós merecemos é o inferno. Quem crucificou Cristo fomos nós!

 

ESTAVAM DECEPCIONADOS

Aqueles dois homens depositaram suas esperanças em algo que Jesus não veio fazer. Em algo que Jesus não tinha prometido. Achavam que Ele iria libertar a nação judaica da sujeição a Romana. Jesus tinha algo profundamente maior e melhor para eles, o perdão dos pecados e a vida eterna, mas eles estavam com seus olhos voltados para algo passageiro e efêmero.

Ao dizer: “E hoje é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu. ”, eles demostram que não criam no sobrenatural de Deus. Os judeus tinham uma crença de que a alma deixava o corpo no 3º dia, ou seja, se algo não tinha acontecido até ali, não ia acontecer mais. Isso tudo os deixou decepcionados.

Essa mesma atitude se repete em nossos dias. Pessoas que buscam a Deus não pelo que Ele é, mas porque querem a resolução de seus problemas. Querem restaurar seus casamentos, querem cura para suas doenças físicas e da alma, querem uma casa, um carro, querem resolver seus problemas financeiros, querem tudo! Querem a benção de Deus, mas não o Deus da benção! E ainda querem do jeito que eles imaginam! E como se não bastasse, não creem no sobrenatural de Deus.

 

NÃO TINHAM DISCERNIMENTO

Em algumas versões Jesus os chama de néscios, que significa tolo ou sem discernimento. Apesar deles conhecerem as profecias bíblicas a respeito de Jesus não conseguiram entender que a Cruz era o caminho para glória de Jesus. A maior história da humanidade estava se desenrolando debaixo do nariz deles, mas eles não estavam discernindo, não estavam entendendo.

Quantas pessoas agem igualmente hoje em dia, mesmo presenciando o mover e o milagre de Deus de perto não conseguem discernir e estão totalmente apáticos. Mesmo presenciando os sinais proféticos se cumprindo a cada dia, continuam sem entender.

 

CONCLUSÃO

Só quando Jesus partiu o pão é que os olhos deles foram abertos. Eles lembraram dos momentos que presenciaram onde Jesus ceava e partia o pão com eles. Mateus 14:19 descreve o milagre da multiplicação dos pães e peixes, onde Jesus agiu exatamente da mesma forma no partir do pão:

“Tendo mandado às multidões que se reclinassem sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. ”

Isso é muito profundo. Jesus tomou o pão, abençoou, o partiu, entregou aos discípulos e estes que alimentaram a multidão. Ele deixou bem claro que para nós o reconhecermos, temos que partir o pão! Quando deixamos de partir o pão, deixamos de conhecer à Cristo.

 

 

 

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