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O MEDO DE CONHECER A VERDADE

 

Texto: Atos 24.25

 

Em Atos 24, o apóstolo Paulo está prisioneiro na cidade de Cesaréia, na Judéia, numa fortaleza romana.  O apóstolo fora preso em Jerusalém, depois de um grande tumulto causado pelos judeus enfurecidos que queriam de todo modo matar a Paulo.  Naquela prisão ele permaneceu por dois anos, até ir para Roma a fim de ser julgado pelo Imperador, um direito que cabia apenas a quem tivesse a cidadania romana.  Félix era o governador romano daquela província – ele ocupava o mesmo cargo que fora de Pôncio Pilatos.

Paulo era um homem que não perdia oportunidades de pregar o Evangelho.  Ele instruiu o seu discípulo Timóteo a fazer o mesmo: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo… (II Tm 4.2).  Até mesmo diante da multidão de judeus furiosos que queria de todo modo mata-lo , Paulo corajosamente pregou ao governador e à sua esposa, Drusila.

Observe o detalhe do verso 25: Quando Paulo se pôs a discorrer acerca da justiça, do domínio próprio e do juízo vindouro, Félix teve medo e disse: Basta, por enquanto!  A reação do governador foi de medo diante da pregação.  A Bíblia não apresenta maiores detalhes da explanação do apóstolo, mas informa que ele abordou três temas: justiça, domínio próprio e juízo vindouro.

Sobre a justiça, certamente Paulo tratou da razão pela qual Jesus Cristo morreu na cruz, a fim de suprir a justiça de Deus.  Afinal, Ele morreu em nosso lugar, para que sejamos justificados mediante nossa fé nele. Paulo trata acerca disto em Romanos 5.1,2 e 18.

Sobre o domínio próprio, Paulo tratou da nova vida que temos em Cristo, quando as coisas velhas passam e tudo se torna novo. O domínio próprio faz parte do caráter de Cristo em nós.  O texto de Atos nos informa que Félix tinha falhas de caráter, era corrupto (v. 26).

Acerca do juízo vindouro, Paulo abordou a doutrina da volta de Jesus e também da prestação de contas que todas as pessoas terão que ter diante do Rei dos Reis (Rm 14.10-12).

Por que será que a exposição destes três assuntos causa medo em pessoas como Félix?

a) O medo é sinal de que a pessoa não tem amor por Deus. É normal um filho ter medo do pai? Somente quando seu relacionamento com seu pai não é baseado em amor. O apóstolo João escreveu que quem é nascido de Deus ama… e que no amor não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo… (I Jo 4.7 e 18). Jesus é a prova incontestável do amor de Deus, como escreveu o apóstolo Paulo – Deus demonstra o seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. (Rm 5.8).  Desta forma, quem conhece o amor de Deus e ama a Deus não tem medo de nada, muito menos da verdade exposta por um pregador.

b) O medo é sinal de que não há uma aliança. O simples fato de conhecer a mensagem não resolve a condição de um homem diante de Deus. O governador Félix tinha conhecimento de muitas informações acerca de Jesus e da Igreja.  Observe o verso 22, em que é registrado que o governador tinha bom conhecimento acerca do Caminho.  No início da Igreja, “Caminho”, com “C” maiúsculo era uma das maneiras de designar a Igreja. Félix tinha conhecimento, mas não tinha aliança. Conhecia, mas não participava do Caminho.

Há tempos ouvi um pregador dizendo que há pessoas que não são salvas por apenas 45 cm.  Esta é a distância aproximada que separa, num homem adulto e de estatura mediana, o cérebro do coração.  No cérebro guardamos o conhecimento.  No coração, a aliança.

c) O medo é sinal de que o pecado ainda reina. O apóstolo Paulo escreveu que o pecado não pode mais reinar em nós (Rm 6.12). No caso de Félix, fica evidente que o pecado ainda governava sua vida pelo fato dele, mesmo sabendo que nenhum crime havia sido cometido pelo apóstolo Paulo, conserva-lo na prisão na expectativa de receber suborno.  O pecado é um rei tirano, um déspota.  Todos os que estão debaixo da sua tirania sofrem muito.

O medo só desaparece quando temos uma aliança com o Rei dos Reis. Então, não perca tempo entre nessa aliança, entregue a sua vida a Jesus, confie nele e O aceite como seu Salvador pessoal.

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